A Reforma Psiquiátrica é a ampla mudança no atendimento público em saúde mental, garantindo o acesso da população aos serviços e o respeito a seus direitos e liberdade, sendo amparada pela lei 10.216/2001.
Criados em Belo Horizonte a partir de 1993, os Centros de Convivência compõem a rede de serviços substitutivos ao manicômio e integram a linha do cuidado ao portador de sofrimento mental, enquanto ponto de ancoragem, enlaçamento e construção de possibilidades ao tratamento, contribuindo com a sua desinstitucionalização.
Os Centros de Convivência são os dispositivos estrategicamente organizados e articulados na rede de atenção em saúde mental possuidores de características peculiares que demonstram seu potencial desinstitucionalizador, premissa da política de saúde mental do município.
Estes dispositivos planejados para gerar oportunidades de inclusão, pertencimento, expressão, reflexão e aprendizado, têm como objetivo estabelecer uma referência de trocas sociais, além de oferecer um espaço de convívio, produção e intervenção na cidade.
Trata-se de “um conjunto de projetos na área cultural, social, educativa, de aprendizagem e de lazer e que não põe em jogo nenhum procedimento terapêutico tradicional, mas articula o terapêutico com a vida social”. É do campo da cultura, nas suas mais diferentes formas expressões e possibilidades, que se extraem os recursos utilizados nas oficinas, eixo estruturador do cotidiano desse serviço e que se constituem como estratégias que propiciam a experimentação, a descoberta de talentos, o convívio, o processo criativo e o surgimento do produto, elo de ligação com o mundo na medida em que pode favorecer a circulação do produtor, a circulação de novas idéias e identidades.
As modalidades de oficinas oferecidas neste segundo semestre de 2011, pelo Centro de Convivência São Paulo são: teatro, desenho e pintura, quadrinhos e animação, música, dança, bordado, tecelagem, comunicação e culinária, cujos são processos facilitados por uma equipe sensível e comprometida com o trabalho.
As atividades com outros formatos são as rodas de conversa, as assembléias, o Lian Gong, atividade realizada junto com a comunidade no Parque Guilherme Lage, o futsal, os eventos juninos, o Natal e os aniversários. Outras atividades como as idas aos parques, cinemas visitas a exposições, e outros eventos culturais na cidade completam o rol de opções para a escolha dos freqüentadores do Centro de Convivência São Paulo.